Après le Forum Social Mondial

(fr)

L’Instituto Humanidades Artes e Ciências Milton Santos (IHAC) – géographe bahianais et intellectuel du mouvement altermondialiste au Brésil – a organisé une série de conférences à l’UFBA. Quelques semaines après le Forum Social Mondial à Salvador, c’était l’occasion de voir si tout était définitivement perdu. Et comment.

On a donc parlé de mouvements sociaux ou indigènes et d’organisations non-gouvernementales, et de leur entrée dans les négociations internationales. Que ce soit par la pression sur les organismes internationaux lors de sommets du G8 ou de l’OMC, ou la participation directe – sans droit de vote – lors des débats aux Nations Unies, il y a une nette tendance à incorporer les thèmes amenés par les mouvements sociaux au coeur de débats entre nations qui, jusqu’aux années 70, ne concernaient que la prolifération d’armes nucléaires ou l’échange secret d’espions sur un pont de Berlin.

La lente montée du mouvement indigène dans les Andes, au travers des pactes de défense nationale, illustre bien ce changement. L’arrêt des négociations de l’OMC à Seattle en 1998, sous la pression de la foule réunie dans les rues, est un autre exemple.

Mais la société civile organisée est loin de constituer un bloc monolithique, et la présence croissante des mouvements sociaux suit celle, bien plus importante, des lobbies industriels. Au coeur de la théorie libérale des relations internationales, de nouveaux agents entrent en jeu – multinationales, institutions internationales, mais aussi, finalement, organisations non-gouvernementales. Et parmi celles-ci, il faut encore faire la part des choses. La Fondation Heritage n’a pas grand chose à voir avec Greenpeace, et seules les organisations dont le profil correspond aux attentes des agents officiels parviennent à entrer dans le cercle des débats.

Si on voit déjà Bono et Bill Gates au premier plan des réunions du G8, il y a encore du chemin avant d’y entendre les voix de Walden Bello (Third World Network), Susan George (Transnational Institute) ou encore un enregistrement de Milton Santos (par exemple, celui-ci). La contestation – qu’ailleurs on appelle simplement critique, et qu’on enseigne à l’université – fait partie intégrante des mouvements sociaux. C’est bien connu, ils ne sont jamais contents.

(pt)

O Instituto Humanidades Artes e Ciências Milton Santos (IHAC) – do geógrafo baiano e intelectual do movimento altermundialista no Brasil – organizou uma série de palestras na UFBA. Algumas semanas após o Fórum Social Mundial em Salvador, foi uma boa oportunidade para ver se tudo era definitivamente perdido. E como.

Falaram então de movimentos sociais ou indígenas e de organizações não-governamentais, e da entrada destes nas negociações internacionais. Seja por pressão sobre os organismos internacionais durante as cúpulas do G8 ou da OMC, ou por participação direta – sem direito a voto – no debates das Nações Unidas, há uma tendência nítida para a incorporação dos temas trazidos pelos movimentos sociais nos debates entre nações que, até os anos 70, tratavam apenas da proliferação nuclear ou da troca de espiões em pontes de Berlim.

A lenta chegada do movimento indígena nos Andes, em meio às doutrinas de segurança nacional, ilustra bem esta mudança. A parada das negociações da OMC em Seattle em 1998, sobre a pressão popular das ruas, é um outro exemplo.

Mas a sociedade civil organizada não constitui um bloco monolítico, e a presença crescente dos movimentos sociais segue a entrada, muito mais importante, dos lobbies industriais. No coração da teoria liberal das relações internacionais, novos agentes entram no jogo – multinacionais, instituições internacionais e também, finalmente, organizações não-governamentais. Em relação a estas, ainda é preciso distinguir várias realidades. A Heritage Foundation tem pouco a ver com Greenpeace, e apenas as organizações cujo perfil corresponde às esperanças dos agentes oficiais conseguem entrar no círculo dos debates.

Já vimos Bono e Bill Gates no palco das reuniões do G8, mas ainda será preciso esperar para ouvir as vozes de Walden Belo (Third World Network), Susan George (Transnational Institute) ou uma gravação de Milton Santos (por exemplo, este aqui). A contestação – outrora chamada crítica, e ensinada nas universidade – faz parte dos movimentos sociais. Tudo mundo sabe disso: nunca são satisfeitos.

Que nous reste-t-il après le Forum Social Mondial ? Une certitude : la contestation ne plaît pas aux gouvernants, où qu’on se trouve.

Então o que sobra depois do Fórum Social Mundial? Uma certeza: a contestação não agrada aos governantes, independentemente de onde se encontra.

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Comments
2 Responses to “Après le Forum Social Mondial”
  1. Skenom-online dit :

    necesidad de comprobar:)

  2. synaptique dit :

    que ningun gobierno gusta de contestación?

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